Passou o carnaval, veio a quarta feira de cinzas e iniciou-se a quaresma. Teoricamente, foram 40 dias de reflexão, preparação espiritual para uma oportunidade de renascimento enquanto Cristão. Uma autolapidação para a Semana Santa, momento mor da Igreja Católica. Algumas cidades do interior ainda se destacam por integrarem o “Circuito da Fé”.É notório o caráter fervoroso na fé do Nordestino.
Mas, será que a semana santa ainda é a mesma? Que conotações foram agregadas a essa passagem? E o que será de tal momento da Igreja Católica daqui a alguns anos?
Definitivamente, a semana santa não é mesma que nossos pais vivenciaram.
Há não muitos anos, o momento era de sacrifício de fato; Jejum e muita oração. Carne e bebida nem pensar!
Música também constava entre as proibições, até pegar em dinheiro era condenável.
Com o passar dos anos, o momento dedicado à penitencia passou a representar, uma oportunidade de reunião das famílias. Algumas delas “tradicionalizam” tal momento como a chance anual de congregação das diferentes gerações, há casas que chegam a recepcionar mais de 50 pessoas nessa época do ano.
O sacrifício da abstinência da carne é convertido num sem fim de tortas; macarrão, feijão, sardinha, bacalhau...
E os jovens? Como percebem esta ocasião?
Poucos são encontrados nas procissões, missas atraem a pequenas quantidades e o hábito da Via Sacra em algumas cidades foi deixado por falta de participantes.
Na quinta-feira “santa” foi fácil encontrá-los meio a velada disputa dos paredões; Forró, Funk, Swingueira e Axé são os ritmos que embalam as novas gerações, e tudo isso regado a bastante álcool.A festa estendeu-se pelos demais dias ‘santos’, reforçando o caráter festeiro de nossa geração.
Aos mais senis já são pertinentes as indagações quanto ao futuro desta data, haja vista o comportamento de seus sucessores. De fato, as dúvidas são totalmente justificáveis.
A figura da fênix que renasce das cinzas não parece trazer apenas o espírito de renovação, ainda lhe sobram alguns trações momescos.
;)
terça-feira, 14 de abril de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Agridoce
Me intriga o quanto se precisa do que se chama de Amor, em suas mais diversas acepções.
Os longos beijos, o pegar no cabelo, a conversa antes de dormir, o 'E aíí...Que tu fez hoje?"... Sempre fazem falta depois de um tempo.
Curioso, como se passa anos da vida sem isso e basta ser apresentado a este tom de rosa pra tornar-se um dependente.
É estranho o quanto a ausência de um amor, ou de algo que assim nomeiam, é calejante para a Auto- afirmação do indivíduo. E bem interessante, é observar que, em geral os inidvíduos convictos, com auto estima a mil, são os bem sucedidos nessa empreitada.
Alguém que não se vê, não se sente como "amado" tende a não ver muita graça naquela imagem que aparece quando ele se olha no espelho. Este mesmo espelho também vai ser testemunha de inúmeras auto flageções da imagem daquele ser, que de uma forma quase, senão, auto comiserante vai tentar encontrar um suas feições físicas a razão para sua "Solidão".
Quantas músicas não o fazem interrogar se de forma martirizante à busca de seus defeitos?
E as novelas? Os Romances? Os Beijos de Final de Filme? Que tortura não serão para esse desamparados.
Jabour disse uma vez que homens não namoram as Mulheres Deusas, só que ele também acertou ao lembrar que " Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta".
É. e então?
Não é aparência física, não são as qualidades.

E quando não há reciprocidade?
Dor das Grandes.
Por mais que sejamos reféns de toda essa modernidade e de sua tecnologia, ainda não aprendemos a comportarmo-nos como máquinas. A programar nossos sentimentos de acordo com cada situação, a apagar determinadas situações, leia -se com determinadas pessoas, como se aperta um botão de Liga/ Desliga. O pior é que de forma semelhante, ou mais intensa, nós estamos sujeitos a uma Pane no sistema, com direito a Explosão e tudo o mais.
Pior, que as vezes, quase sempre, essa loucura toda nem é amor.



São músicas, filmes, poesias, crônicas, fantasias em geral que tendem a simplificar os relacionamentos em geral. Como 2 +2= 4 ou algo mais simples ainda, no entanto, não é só o contato físico ou a conversa do fim de noite. É bem mais que isso.
E de uns tempos pra cá, nós temos cultivado o terrível hábito de banalizar o que de verdade é o Amor. Aliás, será que nós saberemos reconhecer um Amor?
Ainda há os casos em que o que mais se deseja é não admitir a existência disso, é negar, é agir racionalmente.Mas, como não funcionamos com o botão Liga/Desliga...
Desejo e Bom senso, então brigam feito irmãos. Certa música fala nesse duelo. A mesma fala também : "A manhã semeará outros grãos."
E é assim. Aquela dor lascinante, todo o vendaval, a infelicidade eterna passam.
É se deixar cortar nas primaveras e voltar inteira*
E preparar-se pra , de vez em quando, sentir um gostinho azedo.
*"Aprendi com as primaveras me deixar cortar para poder voltar sempre inteira"
Clarice Lispector.
Os longos beijos, o pegar no cabelo, a conversa antes de dormir, o 'E aíí...Que tu fez hoje?"... Sempre fazem falta depois de um tempo.
Curioso, como se passa anos da vida sem isso e basta ser apresentado a este tom de rosa pra tornar-se um dependente.
É estranho o quanto a ausência de um amor, ou de algo que assim nomeiam, é calejante para a Auto- afirmação do indivíduo. E bem interessante, é observar que, em geral os inidvíduos convictos, com auto estima a mil, são os bem sucedidos nessa empreitada.
Alguém que não se vê, não se sente como "amado" tende a não ver muita graça naquela imagem que aparece quando ele se olha no espelho. Este mesmo espelho também vai ser testemunha de inúmeras auto flageções da imagem daquele ser, que de uma forma quase, senão, auto comiserante vai tentar encontrar um suas feições físicas a razão para sua "Solidão".
Quantas músicas não o fazem interrogar se de forma martirizante à busca de seus defeitos?
E as novelas? Os Romances? Os Beijos de Final de Filme? Que tortura não serão para esse desamparados.
Jabour disse uma vez que homens não namoram as Mulheres Deusas, só que ele também acertou ao lembrar que " Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta".
É. e então?
Não é aparência física, não são as qualidades.

E quando não há reciprocidade?
Dor das Grandes.
Por mais que sejamos reféns de toda essa modernidade e de sua tecnologia, ainda não aprendemos a comportarmo-nos como máquinas. A programar nossos sentimentos de acordo com cada situação, a apagar determinadas situações, leia -se com determinadas pessoas, como se aperta um botão de Liga/ Desliga. O pior é que de forma semelhante, ou mais intensa, nós estamos sujeitos a uma Pane no sistema, com direito a Explosão e tudo o mais.
Pior, que as vezes, quase sempre, essa loucura toda nem é amor.



São músicas, filmes, poesias, crônicas, fantasias em geral que tendem a simplificar os relacionamentos em geral. Como 2 +2= 4 ou algo mais simples ainda, no entanto, não é só o contato físico ou a conversa do fim de noite. É bem mais que isso.
E de uns tempos pra cá, nós temos cultivado o terrível hábito de banalizar o que de verdade é o Amor. Aliás, será que nós saberemos reconhecer um Amor?
Ainda há os casos em que o que mais se deseja é não admitir a existência disso, é negar, é agir racionalmente.Mas, como não funcionamos com o botão Liga/Desliga...
Desejo e Bom senso, então brigam feito irmãos. Certa música fala nesse duelo. A mesma fala também : "A manhã semeará outros grãos."
E é assim. Aquela dor lascinante, todo o vendaval, a infelicidade eterna passam.
É se deixar cortar nas primaveras e voltar inteira*
E preparar-se pra , de vez em quando, sentir um gostinho azedo.
*"Aprendi com as primaveras me deixar cortar para poder voltar sempre inteira"
Clarice Lispector.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Uvas amadurecem
Carnaval pra mim, era como as uvas verdes de Esopo.
A cada ano que passava, eram 6 dias enfadonhos, era mais entediante ainda a cada nova transmissão ...
E eu sempre ostentava a bandeira do "Detesto Carnaval".
Eu nunca saia, nem um desses bailinhos de clube.
"Eu não gosto de Carnaval mesmo... é Detestaável, a pior época do ano"
" aff... é um saco!
Num passa outra coisa na Tv
[que é a única válvula de escape pra quem fica em casa]!"
E qualquer convite para um desses bailinhos... Argh!
A repulsa era imediata!
Pois Bem...
Esse ano eu pude conhecer a grande festa.
E não é que as uvas amudereceram?!
Parafraseando Júlia Adad; Uvas amadurecem...
Mas nunca é tarde para ir à feira e comprar um cacho delas!!"
Aproveitem a vida!
=)
A cada ano que passava, eram 6 dias enfadonhos, era mais entediante ainda a cada nova transmissão ...
E eu sempre ostentava a bandeira do "Detesto Carnaval".
Eu nunca saia, nem um desses bailinhos de clube.
"Eu não gosto de Carnaval mesmo... é Detestaável, a pior época do ano"
" aff... é um saco!
Num passa outra coisa na Tv
[que é a única válvula de escape pra quem fica em casa]!"
E qualquer convite para um desses bailinhos... Argh!
A repulsa era imediata!
Pois Bem...
Esse ano eu pude conhecer a grande festa.
E não é que as uvas amudereceram?!
Parafraseando Júlia Adad; Uvas amadurecem...
Mas nunca é tarde para ir à feira e comprar um cacho delas!!"
Aproveitem a vida!
=)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Dona Flor x Casamento
Dona Flor que quis ser, em 2008 iniciou-se meu noivado com dois rapazes...
aaah...Uma verdadeira Pândega!
Cada qual me satisfazia à sua maneira e isso era bom, por um lado, pois me sentia completa.
Ao olhar por outro viés, sabia que uma hora teria que escolher entre um dos indivíduos,e esse momento não seria nada fácil.
O senhor Jornalismo é um galanteador, dono de uma lábia sem igual. Conquista a quem ele quiser. Mesmo sabendo de todos os podres dele, a mais sensata de todas as moças sucumbe ante seu papo.
Ele é o misto do prazer físico com o conforto da conversa no fim de noite. Seu único problema é que ele se atém somente ao agora, o que até é uma bela forma de encarar a vida. Mas, ele vive demais o momento, não se importa muito com o Futuro.
Estabilidade, Promoções no trabalho, Segurança, Equilíbrio... Pra quê?!Nós não estamos bem agora?
Pois Bem, o outro é um tal de Direito.Tambem tem um papo... Vou te contar!
Ele é aquilo que a gente procura; inteligente, simpático,um pouco irônico, fala sobre economia, política, literatura... As vezes, me sinto até envergonhada perto dele.
Não que o Jornalismo não seja inteligente...Ele o é de uma forma deveras significativa, no entanto, é algo mais disperso.
Ele fala um pouco sobre tudo, como um especialista em generalidades.
Já o Direito, é mais instigante, ele te enrola um tempo pra te mostrar quem ele relamente é.
Enquanto isso, você fica na dúvida e não se desprende dele.
Ele é bem mais sensato, se preocupa com o futuro, pensa em estabilidade, em segurança...
Pensa demais até.
Por vezes, deixa o agora esvair-se por entre suas reflexões e ponderações.
Ele nem sempre é muito Divertido... O tempo não passa tão rápido quando estamos juntos.
E então?
O que é melhor escolher? Em quê pensar primeiro?
No Futuro? Ou aproveitar o agora como se o futuro fosse uma dúvida?
O seguro? Ou o Impetuoso?
O gentleman ? Ou o caloroso?
O Johnnie Walker? Ou a Coca Cola?
Pra quem dizer o Sim?
Enquanto penso, esperam no altar...
Figura que me lembrou um refrão de uma dessas cantoras Pop da temporada:
"Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in then you're out
You're up then you're down
You're wrong when it's r
We fight we break up
We kiss we make up
You, you don't really want to stay, no
You, should't really want to go, oh
You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in then you're out
You're up then you're down"
"Porque você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo
Você está errado quando está certo
É preto e é branco
Nós brigamos e terminamos
Nós nos beijamos e voltamos
Você, você não quer realmente ficar, não
Você, mas você também não quer ir, oh
Porque você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo"
I'm Hot N Cold?!
aaah...Uma verdadeira Pândega!
Cada qual me satisfazia à sua maneira e isso era bom, por um lado, pois me sentia completa.
Ao olhar por outro viés, sabia que uma hora teria que escolher entre um dos indivíduos,e esse momento não seria nada fácil.
O senhor Jornalismo é um galanteador, dono de uma lábia sem igual. Conquista a quem ele quiser. Mesmo sabendo de todos os podres dele, a mais sensata de todas as moças sucumbe ante seu papo.
Ele é o misto do prazer físico com o conforto da conversa no fim de noite. Seu único problema é que ele se atém somente ao agora, o que até é uma bela forma de encarar a vida. Mas, ele vive demais o momento, não se importa muito com o Futuro.
Estabilidade, Promoções no trabalho, Segurança, Equilíbrio... Pra quê?!Nós não estamos bem agora?
Pois Bem, o outro é um tal de Direito.Tambem tem um papo... Vou te contar!
Ele é aquilo que a gente procura; inteligente, simpático,um pouco irônico, fala sobre economia, política, literatura... As vezes, me sinto até envergonhada perto dele.
Não que o Jornalismo não seja inteligente...Ele o é de uma forma deveras significativa, no entanto, é algo mais disperso.
Ele fala um pouco sobre tudo, como um especialista em generalidades.
Já o Direito, é mais instigante, ele te enrola um tempo pra te mostrar quem ele relamente é.
Enquanto isso, você fica na dúvida e não se desprende dele.
Ele é bem mais sensato, se preocupa com o futuro, pensa em estabilidade, em segurança...
Pensa demais até.
Por vezes, deixa o agora esvair-se por entre suas reflexões e ponderações.
Ele nem sempre é muito Divertido... O tempo não passa tão rápido quando estamos juntos.
E então?
O que é melhor escolher? Em quê pensar primeiro?
No Futuro? Ou aproveitar o agora como se o futuro fosse uma dúvida?
O seguro? Ou o Impetuoso?
O gentleman ? Ou o caloroso?
O Johnnie Walker? Ou a Coca Cola?
Pra quem dizer o Sim?
Enquanto penso, esperam no altar...
Figura que me lembrou um refrão de uma dessas cantoras Pop da temporada:
"Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in then you're out
You're up then you're down
You're wrong when it's r
We fight we break up
We kiss we make up
You, you don't really want to stay, no
You, should't really want to go, oh
You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in then you're out
You're up then you're down"
"Porque você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo
Você está errado quando está certo
É preto e é branco
Nós brigamos e terminamos
Nós nos beijamos e voltamos
Você, você não quer realmente ficar, não
Você, mas você também não quer ir, oh
Porque você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo"
I'm Hot N Cold?!
domingo, 4 de janeiro de 2009
Sadomasoquismo Mental
Arnaldo Jabour cantou em uma de suas crônicas, que as mulheres precisam aprender a lidar com a traição, que é quase um processo natural.Chega até a apontar tal "incidente" como importante ao crescimento enquanto pessoa.
Vejo, que não só as mulheres, mas o homens brasileiros também têm levado a sério isso de aprender a lidar com a traição. No entanto, minha referência não direciona-se aos relacionamentos, mas à Política.
Será que temos que nos acostumar com a traição nesta relação?
A indagação, pôs se a palpitar em minha cabeça, quando, como presente de ano novo, anunciou-se o aumento da tarifa a pagar pelo transporte coletivo, que só não uso aos domingos.
O então prefeito foi taxativo ao nos afirmar, há algum tempo, que o preço de tal tarifa não aumentaria.
O aumento, de certa forma, é até lógico;a crise, o aumento de algumas outras tarifas...
Porém, o modo como o fato se apresentou a sociedade não pareceu de boa fé.
Após o processo eleitoral, início das férias dos estudantes, maiores usuários do serviço, meio ao marasmo do fim de ano...é ou não é instigante?!
O que, infelizmente, é cabível lembrar, é que não foi anunciada nenhuma melhora em tal serviço.
Eu, como cidadã, como eleitora, me senti traída.
Arnaldo Jabour, na crônica em que me referi inicialmente, recomenda;às mulheres que quiserem homens perfeitos, que atenham se às novelas, somentes nas mesmas os encontrarão.
E os Cidadãos, onde procuram os gestores transparentes, leais, que não o farão se sentir traídos?
Má notícia, nem nas novelas estes encontrarão subterfúgio.
Talvez na própria Ingênuidade...
Vejo, que não só as mulheres, mas o homens brasileiros também têm levado a sério isso de aprender a lidar com a traição. No entanto, minha referência não direciona-se aos relacionamentos, mas à Política.
Será que temos que nos acostumar com a traição nesta relação?
A indagação, pôs se a palpitar em minha cabeça, quando, como presente de ano novo, anunciou-se o aumento da tarifa a pagar pelo transporte coletivo, que só não uso aos domingos.
O então prefeito foi taxativo ao nos afirmar, há algum tempo, que o preço de tal tarifa não aumentaria.
O aumento, de certa forma, é até lógico;a crise, o aumento de algumas outras tarifas...
Porém, o modo como o fato se apresentou a sociedade não pareceu de boa fé.
Após o processo eleitoral, início das férias dos estudantes, maiores usuários do serviço, meio ao marasmo do fim de ano...é ou não é instigante?!
O que, infelizmente, é cabível lembrar, é que não foi anunciada nenhuma melhora em tal serviço.
Eu, como cidadã, como eleitora, me senti traída.
Arnaldo Jabour, na crônica em que me referi inicialmente, recomenda;às mulheres que quiserem homens perfeitos, que atenham se às novelas, somentes nas mesmas os encontrarão.
E os Cidadãos, onde procuram os gestores transparentes, leais, que não o farão se sentir traídos?
Má notícia, nem nas novelas estes encontrarão subterfúgio.
Talvez na própria Ingênuidade...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
E é cada um no seu quadrado...
Aaah as férias...Sonhadas, esperadas, almejadas e tantos outros adjetivos mais!
Pois bem, manhã dessas meu Pai reclamava porque meu irmão dormia até tarde.
Mandava que ele levantasse, enquanto reclamava pelo fato dele ter ido dormir já pelas tantas da madrugada...Insônia?! a princípio sim!No entanto, a cafeína da noitada quem era?
A Velha e viciante internet!
Virei, com certa ironia, a meu pai e disse:
-Pai, se o senhor 'acordar ele' ele só vai passar mais tempo na internet,melhor deixar dormindo!
[...]
Meu irmão,acredito, é a cópia fiel de tantos outros indíviduos que navegam, navegam, navegam, e se afogam no ocenano da grande rede.
Ele não é muito fã de festas, até as frequenta. Mas, sempre lá, sentadão... Pra falar a verdade, só o fato dele dar o ar de sua graça nesses eventos já é um graande, um enoorme avanço!
Looonge de mim, falar mal de quem é viciado nesse entorpecente, do qual eu também sou fideliíssima usuária. Contudo, é tão valioso lembrar que há um programa chamado Vida, que nos oferece ampla rede de contatos, downloads inimaginávelmente rápidos...Aaah inúmeras benesses!
Não é obrigado gostar de forró, tomar cachaça, descer até o chão, falar palavrão...Não, não!!
Mas, por que perder aquele filme com aqueela sua colega ?
Por que deixar de ver sentir aquele vento no terraço falando besteira com seu irmão?
[Falar besteira é tããããããão bom!sem noção!]
E o que se tem visto, é que cada vez mais as pessoas têm se fechado, se centrado de forma crescentemente decrescente em si mesmas.
É cada um no seu quadrado!
E por mais idiota que considerem a música, com todo o perdão da longíqua viagem, percebam que o que nos é mostrado é que que cada "tribo " se isola, cada um no seu quadrado!
É o folclore Brasileiro, é o futebol cara do Brasil, é o pessoal da academia... Cada quadrado fica cada vez mais fechado, cada vez menor...Isolado!
Será o caos Pós Moderno??
Aiii...
Deixa as Teorias de Stuart Hall pra depois, né?!
Olha, só vou "antedigo" que a síntese de seu pensamento é:
A tendência é o Surgimento da Crise!
[...]
:I
Só pra dizer...
Tudo é um grande rentângulo!
Pois bem, manhã dessas meu Pai reclamava porque meu irmão dormia até tarde.
Mandava que ele levantasse, enquanto reclamava pelo fato dele ter ido dormir já pelas tantas da madrugada...Insônia?! a princípio sim!No entanto, a cafeína da noitada quem era?
A Velha e viciante internet!
Virei, com certa ironia, a meu pai e disse:
-Pai, se o senhor 'acordar ele' ele só vai passar mais tempo na internet,melhor deixar dormindo!
[...]
Meu irmão,acredito, é a cópia fiel de tantos outros indíviduos que navegam, navegam, navegam, e se afogam no ocenano da grande rede.
Ele não é muito fã de festas, até as frequenta. Mas, sempre lá, sentadão... Pra falar a verdade, só o fato dele dar o ar de sua graça nesses eventos já é um graande, um enoorme avanço!
Looonge de mim, falar mal de quem é viciado nesse entorpecente, do qual eu também sou fideliíssima usuária. Contudo, é tão valioso lembrar que há um programa chamado Vida, que nos oferece ampla rede de contatos, downloads inimaginávelmente rápidos...Aaah inúmeras benesses!
Não é obrigado gostar de forró, tomar cachaça, descer até o chão, falar palavrão...Não, não!!
Mas, por que perder aquele filme com aqueela sua colega ?
Por que deixar de ver sentir aquele vento no terraço falando besteira com seu irmão?
[Falar besteira é tããããããão bom!sem noção!]
E o que se tem visto, é que cada vez mais as pessoas têm se fechado, se centrado de forma crescentemente decrescente em si mesmas.
É cada um no seu quadrado!
E por mais idiota que considerem a música, com todo o perdão da longíqua viagem, percebam que o que nos é mostrado é que que cada "tribo " se isola, cada um no seu quadrado!
É o folclore Brasileiro, é o futebol cara do Brasil, é o pessoal da academia... Cada quadrado fica cada vez mais fechado, cada vez menor...Isolado!
Será o caos Pós Moderno??
Aiii...
Deixa as Teorias de Stuart Hall pra depois, né?!
Olha, só vou "antedigo" que a síntese de seu pensamento é:
A tendência é o Surgimento da Crise!
[...]
:I
Só pra dizer...
Tudo é um grande rentângulo!
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Lenda ou Fábula?
Texto Perfeito. ele existe?
O adjetivo perfeito designa a ausência de defeitos, a presença de apenas qualidades boas, o caráter cabal; aquilo que é magistral, notável; belo, formoso, elegante.
Mas, é válida uma indagação. Será que estamos aptos a ler um texto perfeito? Com base em que padrões, determinaríamos que algumas dezenas de linhas constituiriam algo ilustre, célebre, extraordinário?
Para que algo se faça indelével à nossa memória, deve, no mínimo, nos acrescentar algo, alguma sensação nova, algum vocábulo ainda desconhecido, alguma lição... Algo que permita a lembrança, que diferencie aquele momento, dos demais.
Um texto péssimamente escrito também pode se tornar inapagável em nossa mente, no entanto, é bem mais fácil conseguí-lo. Esqueça as regras de ortografia, seja preconceituoso, use palavras desagradáveis...Assim, o mais corajoso dos leitores conseguirá chegar ao fim do texto.
O texto agradável pode conter inúmeras páginas, mas uma boa escrita suavizará este trabalho e quando menos se esperar, o final do conto surpreenderá o leitor. Aquelas letras conseguiram produzir inebriante efeito, fazendo com que aquele que as lê, tenha perdido noção de tempo, já tenha criado um vinculo com aquele pedaço de papel .
Para nós, meros mortais,seria esse o critério para a perfeição de um texto?
Conseguir tocar mais que o racional, instigar o lado emocional que nos pertence, fidelidade ao que o escritor deseja transmitir. Ou, de forma redundante, adotar um referencial universal e definir o que é belo, o que é formoso, o que é elegante , a despeito das peculiaridades que nos são inerentes e de nossas potencialidades criativas?
O texto perfeito o é pra quem o lê como tal, trata-se apenas de uma questão de visão, de referencia. Se, "Narciso acha feio o que não é espelho" e existem os olhares de "Macabéa", resignados com a vida, por que não admitir um caleidoscópio de olhares sobre o mesmo objeto?
O adjetivo perfeito designa a ausência de defeitos, a presença de apenas qualidades boas, o caráter cabal; aquilo que é magistral, notável; belo, formoso, elegante.
Mas, é válida uma indagação. Será que estamos aptos a ler um texto perfeito? Com base em que padrões, determinaríamos que algumas dezenas de linhas constituiriam algo ilustre, célebre, extraordinário?
Para que algo se faça indelével à nossa memória, deve, no mínimo, nos acrescentar algo, alguma sensação nova, algum vocábulo ainda desconhecido, alguma lição... Algo que permita a lembrança, que diferencie aquele momento, dos demais.
Um texto péssimamente escrito também pode se tornar inapagável em nossa mente, no entanto, é bem mais fácil conseguí-lo. Esqueça as regras de ortografia, seja preconceituoso, use palavras desagradáveis...Assim, o mais corajoso dos leitores conseguirá chegar ao fim do texto.
O texto agradável pode conter inúmeras páginas, mas uma boa escrita suavizará este trabalho e quando menos se esperar, o final do conto surpreenderá o leitor. Aquelas letras conseguiram produzir inebriante efeito, fazendo com que aquele que as lê, tenha perdido noção de tempo, já tenha criado um vinculo com aquele pedaço de papel .
Para nós, meros mortais,seria esse o critério para a perfeição de um texto?
Conseguir tocar mais que o racional, instigar o lado emocional que nos pertence, fidelidade ao que o escritor deseja transmitir. Ou, de forma redundante, adotar um referencial universal e definir o que é belo, o que é formoso, o que é elegante , a despeito das peculiaridades que nos são inerentes e de nossas potencialidades criativas?
O texto perfeito o é pra quem o lê como tal, trata-se apenas de uma questão de visão, de referencia. Se, "Narciso acha feio o que não é espelho" e existem os olhares de "Macabéa", resignados com a vida, por que não admitir um caleidoscópio de olhares sobre o mesmo objeto?
Assinar:
Postagens (Atom)